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Existe terapia cristã sem julgamento moral?
Quando a fé não é usada para condenar o sofrimento Para muitas pessoas, a ideia de buscar terapia cristã vem acompanhada de um medo silencioso: ser julgada . Medo de ouvir que o sofrimento é falta de fé, que o desejo é pecado, que a dor é sinal de fraqueza espiritual. Esse receio não nasce do Evangelho, mas de experiências em que a fé foi usada como instrumento de condenação não de cuidado. A pergunta, portanto, é legítima: existe terapia cristã sem julgamento moral? A respo


Como saber se um terapeuta cristão é seguro e ético
Critérios clínicos que protegem o paciente Para quem busca um terapeuta cristão, a principal necessidade não é encontrar alguém que “pense igual”, mas alguém que cuide com segurança . Muitas pessoas chegam à terapia depois de experiências frustrantes ou até traumáticas em que a fé foi usada como julgamento, correção moral ou silenciamento do sofrimento. Por isso, saber diferenciar um cuidado ético de um cuidado espiritualista é fundamental. A segurança terapêutica não depende


O que a clínica observa na prática
O que a clínica observa na prática A pergunta é legítima e aparece com frequência: terapia cristã funciona mesmo? Para muitas pessoas, a dúvida não é se a fé é importante, mas se ela pode estar presente no cuidado emocional sem virar julgamento, moralização ou espiritualização do sofrimento. Especialmente para quem já se feriu em ambientes religiosos, a cautela é compreensível. Na prática clínica, essa pergunta não é respondida com teoria, mas com experiência. Ao longo de mi


Terapia cristã não é aconselhamento pastoral
A abordagem clínica desenvolvida por Rodrigo Santinelli na Clínica Santinelli Em muitos contextos religiosos, o sofrimento emocional costuma encontrar um caminho rápido: o aconselhamento pastoral. Em si, ele não é um problema. O cuidado espiritual tem seu lugar, sua função comunitária e sua importância. O problema surge quando esse tipo de cuidado passa a ocupar o lugar da clínica ou quando a clínica é reduzida a exortações morais travestidas de terapia. É justamente nesse p


Por que espiritualizar o sofrimento impede a cura emocional
Uma leitura clínica desenvolvida por Rodrigo Santinelli na Clínica Santinelli Em muitos contextos religiosos, o sofrimento emocional recebe uma resposta rápida demais: “isso é espiritual”. A frase, quase sempre bem-intencionada, carrega uma promessa de alívio mas, na prática clínica, ela costuma produzir o efeito oposto. Ao espiritualizar a dor, interrompe-se o processo de escuta justamente no ponto em que ele deveria começar. Na prática clínica desenvolvida por Rodrigo Santi


Culpa, desejo e fé
Por que tantas pessoas se sentem sujas diante de si mesmas? Poucas experiências emocionais são tão paralisantes quanto a sensação de estar “sujo” por dentro. Não se trata apenas de culpa por um erro cometido, mas de algo mais profundo: a impressão de que existir, desejar ou sentir já é, em si, algo errado. Na clínica, essa vivência aparece com frequência em pessoas de fé, mesmo naquelas que se esforçam sinceramente para viver de forma ética e responsável. A pergunta que se im


Quando a religião adoece
O impacto do abuso religioso na saúde mental Para muitas pessoas, falar de fé ainda é falar de esperança, pertencimento e sentido. Para outras, no entanto, a experiência religiosa deixou marcas profundas de medo, culpa e silenciamento. Na clínica, essa diferença aparece de forma clara: há quem chegue sustentado pela fé, e há quem chegue adoecido por causa dela . O abuso religioso existe e seus efeitos sobre a saúde mental são reais, profundos e, muitas vezes, invisíveis. O qu


Fé e Psicanálise podem dialogar?
Limites, riscos e possibilidades clínicas Durante muito tempo, fé e psicanálise foram colocadas em campos opostos. De um lado, a religião foi acusada de produzir repressão, culpa e submissão. Do outro, a psicanálise foi vista, especialmente em ambientes religiosos, como uma ameaça à espiritualidade, à moral e à própria ideia de Deus. Nesse embate, o sujeito que sofre ficou novamente sem lugar. A pergunta, no entanto, talvez tenha sido mal formulada desde o início. Não se trat


O que é Terapia Cristã?
Uma abordagem clínica, bíblica e não espiritualista Durante muitos anos, falar sobre fé dentro do cuidado emocional foi sinônimo de simplificação. Ou a fé era usada como resposta pronta para dores complexas, ou era completamente descartada como algo incompatível com o pensamento clínico. No meio desse impasse, milhares de pessoas ficaram sem lugar: sofriam, criam em Deus, mas não encontravam um espaço seguro onde sua fé e sua saúde mental pudessem ser tratadas com maturidade.


Dependência Emocional
Quando amar se confunde com não existir A dependência emocional se estabelece quando o vínculo com o outro passa a ser a única fonte de valor, segurança e identidade do sujeito. Nesses casos, a relação deixa de ser espaço de encontro e se torna lugar de sobrevivência psíquica. O medo do abandono é tão intenso que o sujeito aceita se anular para manter o vínculo. Do ponto de vista psicanalítico, a dependência emocional está ligada a histórias marcadas por insegurança afetiva,


Sintomas de Depressão
A depressão costuma ser mal compreendida. Ainda hoje, muitos a interpretam como falta de fé, desânimo moral ou ausência de força de vontade. No entanto, clinicamente, a depressão é um estado profundo de esvaziamento psíquico, no qual o sujeito perde o acesso ao desejo, ao sentido e à vitalidade. Não se trata apenas de tristeza, mas de uma experiência prolongada de desconexão consigo e com a vida. Na psicanálise, a depressão frequentemente está ligada a perdas não elaboradas,


Sintomas de Ansiedade
A ansiedade não é apenas um sintoma isolado, mas uma forma de o sujeito se relacionar com o tempo. Na clínica, ela aparece quando o futuro invade o presente de maneira desproporcional, produzindo medo, antecipações catastróficas e uma sensação constante de ameaça. O corpo reage como se algo estivesse sempre prestes a acontecer, mesmo quando não há perigo real. Do ponto de vista psicanalítico, a ansiedade surge quando o eu perde sua capacidade de simbolizar a experiência, tent


Espiritualidade sem corpo: o perigo de ignorar as emoções
Há sujeitos que falam de fé com clareza, mas não sabem dizer onde dói. Pensam com precisão, creem com convicção, mas perderam o contato com o próprio corpo e com os afetos que o atravessam. Vivem uma espiritualidade organizada, porém desencarnada. Na clínica, esse funcionamento aparece como um afastamento progressivo da experiência emocional. O sujeito sabe explicar o que acontece, mas não consegue sentir o que vive. Quando sentir se torna ameaça Em muitos contextos, aprender


Quando agradar a todos custa o próprio desejo
Há pessoas que passam a vida tentando não incomodar. Medem palavras, antecipam reações, ajustam gestos, silenciam vontades. São vistas como responsáveis, maduras, espirituais, confiáveis. Mas, na clínica, costumam chegar com uma pergunta difícil de formular: “Por que eu não sei mais o que eu quero?” O preço de agradar a todos, muitas vezes, é a perda do próprio desejo. O sujeito que vive para o Outro Desde cedo, alguns sujeitos aprendem que existir é corresponder. O amor rece


Adultos emocionalmente exaustos: quando o cansaço não é físico
Há um tipo de cansaço que não melhora com descanso, férias ou uma noite inteira de sono. O corpo até para, mas algo dentro permanece em alerta. O sujeito acorda cansado, atravessa o dia no automático e vai dormir com a sensação de que nunca fez o suficiente. Na clínica contemporânea, esse cansaço aparece com frequência e quase nunca é apenas físico. Trata-se de uma exaustão psíquica , produzida por anos de adaptação excessiva, silenciamento do desejo e funcionamento constante


Quando a fé vira anestesia emocional
Na clínica, é recorrente encontrar sujeitos que não conseguem dizer o que sentem, mas sabem dizer exatamente no que acreditam. O discurso religioso aparece organizado, coerente e correto enquanto o afeto está empobrecido, fragmentado ou ausente. Esse descompasso não é casual. Em muitos casos, a fé passa a operar não como experiência subjetiva, mas como recurso defensivo frente à angústia. A fé como defesa psíquica Do ponto de vista psicanalítico, a fé pode ser investida como


Dependência Emocional Espiritualizada: Quando o Vazio é Confundido com Fé
A dependência emocional, no campo da psicanálise, emerge como uma tentativa inconsciente de preencher um vazio estrutural. Esse vazio,...


Espiritualidade Tóxica e o Trauma Religioso: Quando a Fé Adoece
Nem todo sofrimento da alma nasce de traumas familiares ou perdas amorosas. Muitos se originam no lugar onde menos esperamos: dentro da...


A Mãe: Entre o Colo e o Corte
A figura da mãe é, talvez, o primeiro mistério que experimentamos. Ela nos dá o ser — não apenas biologicamente, mas existencialmente. É...


Quando o Inconsciente Fala em Sonhos, mas É Calado pela Interpretação Espiritualista
Sonhamos com lugares que nunca estivemos, com pessoas que já se foram, com situações absurdas, com medos antigos, com desejos que não...
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